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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tormento



     Gerald estava deitado em sua cama olhando fixamente para o teto. Naquele momento, muitos pensamentos e sentimentos passavam por sua cabeça. Ele não queria ter esses tais pensamentos e sentimentos, mas devido ao seu estado emocional, era inevitável. Revoltado com acontecimentos recentes, Gerald sentia um desejo incontrolavel de dar um fim aquilo que o incomodava.
     Há um tempo atrás Gerald se mudou para uma nova casa, mas o que parecia ser um nova etapa em sua vida, se tornou uma época de transtornos. Em um local que parecia tranquilo, havia uma vizinhança que aparentemente era amigável, mas na verdade, essas pessoas não passavam de um bando de mal-educados. A todo o custo essas pessoas queriam de alguma forma incomodar Gerald, seja por barulhos em horários indevidos ou por frases maldosas em forma de indiretas. Gerald sempre foi um rapaz tranquilo, não gostava de desavenças e nem de injustiças, não entendia o porque de toda aquela maldade, mas descobriu por si só o quanto o ser humano pode ser mau. Observando cada movimento, ele sabia que algo errado havia com aquela vizinhança. Gerald conseguiu lhe dar bem com isso por algum tempo, mas como tudo tem um limite e as provocações chegaram a um nível absurdo, Gerald decidiu dar um fim a esse tormento, queria retribuir todas as ofensas recebidas e ir mais além, queria provocar dor aos seus desafetos.
     Gerald pegou a arma herdada de seu pai, uma pistola calibre 12 com muita munição, e estava praticamente pronto para começar seu plano de vingança.
     Enquanto esperava o momento exato de agir, Gerald andava de um lado para o outro, indo de cômodo em cômodo, pisando firme e com respiração ofegante, com o sentimento de ódio crescendo cada vez mais. Até que, ao voltar para a sala, notou que havia alguém sentado na poltrona.
     - Olá Gerald! - disse esse alguém.
     Gerald não disse nada, apenas ficou espantado com o que viu, ou melhor, com quem viu. Gerald estava vendo ele mesmo sentado no sofá, com uma pequena mas significante diferença. O Gerald da poltrona estava mais magro, com rugas no rosto, sorriso sarcástico e olhar de ódio.
     A cópia de Gerald se levantou e caminhou até o Gerald original, colocou as mãos sobre seus ombros e disse:
     - Quer saber o que sou ? - Sou seu ódio materializado...Estou aqui para ajuda-lo a cumprir seu plano!
     Espantado e confuso, Gerald olhava para aquele ser idêntico a ele sem dizer uma palavra, apenas vinham em sua cabeças pensamentos e lembranças ruins.
     - Eles querem atrapalhar a sua vida...Querem que você morra! - continuava falando o Gerald do mal.
     Naquele momento Gerald tinha a absoluta certeza do que queria fazer, estava decidido a finalizar seu plano e eliminar aqueles que lhe fizeram mal.
     - Isso! Não pense muito...Apenas faça! - incentivava o Gerald do mal.
     Enquanto colocava munição na calibre 12, Gerald olhou para a estante da sua sala. Nela, estavam as fotos de família. Havia fotos dos pais, irmãos, irmãs, e bem ao lado, uma foto da garota que ele amava. Nesse momento, Gerald voltou a si e conseguiu rapidamente raciocinar sobre o que estava pretendendo fazer.
     - Vamos Gerald...Chegou o momento! - continuava incitando o Gerald do mal.
     - É verdade...Chegou o momento! - Disse Gerald olhando fixo para sua cópia maléfica.
     Engatilhando a arma rapidamente, Gerald atirou contra aquele ser demoníaco o derrubando para trás! Ele ainda se aproximou da sua cópia do mal e deus mais dois tiros, ambos certeiros ma cabeça, praticamente a desintegrando.
     Gerald largou a arma, levou as mãos a cabeça e disse:
     - Oh Deus!
     Gerald foi se afastando do corpo desfigurado de sua cópia do mal, encostou na parede, foi deslizando até se sentar e começou a chorar copiosamente. Ele ficou por ali por mais de uma hora, de cabeça baixa, chorando e refletindo sobre sua vida e sobre a atrocidade que iria cometer.
     Quando Gerald levantou a cabeça, notou que o corpo da sua cópia do mal havia desaparecido, também não havia sinais do sangue que se espalhou pela sala. Gerald tentava entender se aquilo realmente aconteceu ou foi coisa de sua mente perturbada. Naquele momento, isso não importava mais.
     Tempo depois, já se sentindo mais tranquilo, Gerald decidiu acabar com todo aquele tormento, mas de uma forma diferente. Ele aguentou firme, ficou em silêncio, evitou certos contatos, até que por fim, conseguiu se mudar para um local melhor e digno de ser chamado de lar.
     Mesmo sabendo que alguns dos seus desafetos mereciam uma punição severa, Gerald não queria ser responsável por aplicar a justiça, deixaria o tempo se encarregar de dar as pessoas aquilo que elas merecem, bem ou mal. Afinal, o tempo é o vingador, e é ele quem coloca tudo em seu devido lugar. Gerald conseguiu dominar seu demônio interior...mas até quando?

Autor : Felipe AG

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Especial - Curtas Metragens de Terror Japoneses

Olá leitores! Essa semana o post é um pouco diferente, esse dias não consegui escrever um novo conto (motivos médicos), e para não ficar sem postagem pensei em algo. Como sou muito fã de filmes, lendas e histórias de assombração do Japão, decidi postar dois curtas metragens muito assustadores. Esses curtas fazem parte de uma série chamada Contos de Terror de Tóquio. São vários curtas, e eu escolhi dois que acho que vão fazer vocês ficarem com muito medo.

O primeiro curta se chama : Um Estranho Atrás da Porta


O segundo curta se chama : O Espelho de Corpo Inteiro


As imagens não são as melhores, mas os curtas estão legendados em português!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Assombrações - Corpo Seco

Por : Felipe AG

Olá leitores! A postagem de hoje é sobre uma lenda muito conhecida aqui no Brasil. Muito se fala sobre ela, cada canto do país conta a história de um jeito diferente. Aqui eu vou descrever a lenda conforme eu ouvi falar.






Conta-se que um rapaz muito malvado vivia desrespeitando (até mesmo agredindo) sua mãe. Um rapaz que passou praticamente sua vida inteira maltratando aquela que lhe deu a vida, e que na sua morte, ele teve como punição para as suas maldades, a maldição de se trasnformar no Corpo Seco. Dizem que ele foi rejeitado por Deus e o Diabo, assim, o rapaz foi condenado a passar a eternidade como uma criatura maligna.

O Corpo Seco vive nas matas, principalmente grudado nos troncos das árvores, chegando até se confundir com a plantação. Dizem que o Corpo seco ataca as pessoas que se aproximam dele. Seu método é grudar na pessoa e sugar todo o sangue dela, pois se alimenta de sangue humano. Também as vitímas podem morrer pelo abraço da criatura, que com sua unhas compridas pode causar muitos danos e até esmagar uma pessoa.

Cada estado brasileiro tem a sua forma de descrever essa lenda. Os principais relatos surgem do interior de São Paulo, mas também se ouve falar sobre a lenda em Minas Gerais, no Amazonas, no Ámapa, no Paraná, região Centro-Oeste e nos demais estados do Nordeste.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Relato Sobrenatural - Gritos

Aconteceu com : Cláudio (São Paulo-SP)

Até hoje eu não tenho uma explicação para o que aconteceu. Eu sinto um frio na coluna só de lembrar daquele dia.

Era as férias escolares de julho e a minha família resolveu ir viajar para o interior do estado, então o meu pai alugou uma chacarazinha em uma cidade (eu não tenho idéia do nome da cidade, já não lembro mais) no interior que ficava a mais de 4 horas de viajem de carro, que um amigo dele tinha indicado.

Quando chegamos lá tiramos as nossas coisas do carro e fomos dar uma olhada pela casa. Arrumamos as nossas coisas na casa e fomos descansar, já que tínhamos chegado tarde. Nós íamos ficar uma semana lá.

No dia seguinte fomos visitar a cidade, e depois de um dia fazendo turismo, voltamos cansados para casa. E assim foi o primeiro dia. o segundo ficamos na chácara mesmo e o terceiro também. Nada de anormal tinha acontecido até agora. Mas tudo mudou no quarto dia.

O dia amanheceu nublado e sem vento nenhum. Nos dias anteriores não tinha feito frio, mas nesse dia estava bastante frio. O dia estava estranho, eu não sei explicar bem o que tinha e estranho, só que tinha alguma coisa que não parecia certa. O dia foi avançando e uma sensação estranha foi tomando conta de mim. Eu comecei a ficar inquieto dentro da casa.

Nós almoçamos e depois do almoço, quando estávamos na sala (o meu pai e a minha mãe conversando e eu e os meus irmão jogando vídeo game) foi que tudo começou. Um vento forte começou a bater lá fora, e pouco depois a luz acabou. Então o vento começou a ficar cada vez mais forte. As árvores lá fora balançavam muito, pareciam que iam ser arrancadas do chão. Então começamos a ouvir gritos. A minha irmã olhou assustada par ao meu pai, mas ele falou para ela se acalmar, que era só o vento. Só que não parecia ser "só o vento". O som daquele grito começou a vir de todos os lados de fora da casa, não só de onde o vento vinha. Logo não parecia ser só um grito, parecia que tinha mais de uma pessoa gritando e gemendo, como se tivesse agonizando. Aquilo começou a assustar muito a gente. Um pouco depois as janelas da casa toda começaram a chacoalhar, como se tivesse alguém batendo nelas, mas não tinha ninguém lá fora! Os gritos aumentaram e a minha irmã começou a chorar. O meu pai já estava convencido que aquilo não era só o vento. Ele falou para todo mundo ir para o banheiro e nós nos trancamos lá dentro. Ainda assim podíamos ouvir os gritos e gemidos, vindo de todos os lados de fora da casa. Então ouvimos uma janela quebrar. Eu não sei por quanto tempo ficamos lá dentro, mas sei que foi mais de uma hora.

Até que aquela ventania toda se acalmou e foi embora, e os gritos junto com ela. Ainda ficamos mais uns dez minutos dentro do banheiro, e então o meu pai resolveu ir ver se estava tudo bem para a gente sair do banheiro. Ele saiu e depois de uns cinco minutos ele voltou falando que estava tudo bem agora. Ele puxou a minha mãe para um canto para conversar com ela e falou bem baixinho (para não assustar a gente), mas eu consegui ouvir o que ele falou. Ele falou que quando saiu do banheiro foi ver se as portas estavam fechadas, e estavam as três portas trancadas, inclusive com as trancas que só abrem por dentro, e que todas as janelas estavam fechadas, menos uma, a da sala onde a gente estava, que estava quebrada, só que os estilhaços do vidro estavam do lado de fora, como se a janela tivesse quebrado de dentro para fora! A minha irmã não parava de chorar, ela estava muito assustada, e eu também, para falar a verdade. Eu nunca tinha visto algo como aquilo acontecer na minha vida inteira.

A minha mãe falou que era melhor a gente ir embora de lá, mas o dia ainda estava nublado, acinzentado e estava com uma cara que ia cair um temporal (o que de fato aconteceu durante a noite), e o meu pai falou que era perigoso pegar a estrada daquele jeito, que era melhor a gente esperar para ir no dia seguinte. A minha mãe concordou e nós passamos a noite lá. A gente ainda estava sem energia e acabamos dormindo todos juntos no mesmo quarto. Eu não sei se os outros conseguiram dormir, mas eu não fechei o olho a noite inteira. Cada barulho lá fora me assustava. E eu não tenho certeza, mas eu acho que cheguei a ouvir uns gritos bem ao longe. Não sei se podia ser só alguém gritando ou se era o que tinha vindo "visitar" a gente naquela tarde, eu não queria descobrir.

Na manhã seguinte nem tomamos o café da manhã, simplesmente arrumamos as nossas coisas e fomos embora.

Até hoje eu não sei o que aconteceu naquele dia, e nem tenho nenhuma explicação lógica para o que podia ser aquilo. Só agradeço ao meu pai por ir embora no dia seguinte, mas se dependesse de mim eu teria ido no mesmo dia.

Fonte : alemdaimaginacao.com
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